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Introdução à Aquariofilia - Parte III | Barbatanas Blog

Olá a todos!

O ciclo do azoto está concluído, as plantas estão a crescer e o que queremos agora é colocar peixes, certo?

Calma!

Precisam de saber que peixes podem colocar no vosso aquário. "E porque é que não podemos pôr qualquer um?", perguntariam vocês.

Bem, a resposta é simples. Nem todos os peixes têm a mesma origem, logo, estão adaptados a condições diferentes e a parâmetros diferentes que deverão recriar no vosso aquário. Os nitratos, nitritos e a amónia, são relativamente standard, existem organismos mais resistentes a valores mais altos, mas deverão sempre ser o mais baixo quanto possível, idealmente <40ppm, 0ppm e 0ppm, respectivamente.

"Que outros factores influenciam o bem estar dos nosso organismos, então?"
O pH, o gH e kH, assim como a temperatura e a salinidade afectam tanto a sobrevivência como a reprodução de muitos organismos aquáticos, como estamos a falar de aquários de água doce, vamos desprezar a salinidade, pois não iremos adicionar sal marinho à água, nem fazer TPA's com água do mar.

A temperatura é possivelmente o parâmetro mais fácil de controlar e alterar, uma vez que já temos o nosso termostato completamente funcional.

O pH é o valor de acidez da nossa água e a capacidade para neutralizar protões (cargas positivas). Os seus valores vão desde 0 (muito ácido) a 14 (muito básico ou alcalino). Quando substâncias nos extremos da escala são misturadas, estas anulam-se, e obtém-se pH = 7 que é neutro. Mas não se deixem enganar pelos valores. Suponhamos que um peixe dá-se melhor em pH de 6 e o nosso do aquário é 7. É apenas a diferença de um número, não faz mal nenhum, certo? ERRADO! Uma água com pH 6 é 10 vezes (!) mais ácida que uma de pH 7, e o mesmo acontece para valores básicos. pH 9 é 10 vezes mais básico que pH 8 e 100 vezes mais alcalino que pH 7. Por isso tenham muita atenção a este parâmetro.

Para corrigir os valores do pH existem aditivos químicos que podem fazer baixar ou subir o pH, dependendo da necessidade. A turfa para aquário é um exemplo de algo que podem adicionar ao filtro para baixar o valor de pH, e conchas ou rochas calcáreas fazem o oposto.


O gH já se torna um pouco mais complexo, pois é a quantidade de todos os minerais dissolvidos na água, tais como, Cálcio, Magnésio, Enxofre, etc. e mede a dureza geral da água. Águas mais duras têm geralmente pH's mais altos e águas menos duras, pH's mais baixos. Este parâmetro deve ser medido, pois os minerais presentes na água são essenciais para a formação de estruturas e para o correcto funcionamento dos organismos.

O kH, muitas vezes confundido com o gH é a capacidade da água não alterar o seu valor de pH quando um ácido á adicionado, ou seja, é a capacidade tampão da água. Isto é importanto, pois assim, o pH oscilaria bastante caso o vosso kH fosse demasiado baixo. No entanto também não poderá ser demasiado alto, caso contrário, quando quisessem alterar o pH, esse processo levaria muito mais tempo e seria preciso um maior esforço para o alterar.

Espero que vos tenha trazido algumas luzes a este tema que é a Química da Água. Se tiverem interessados em mais informação, consultem o artigo neste fórum e neste site.

Na próxima publicação iremos mostra-vos como ambientar correctamente os vossos peixes ou invertebrados. O tão esperado momento!

Fiquem bem e... Até à próxima!

Consultem os outros artigos da série "Introdução à Aquariofilia"
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About João Figueiras

The author studied Marine Biologist and is a fishkeeper since the age of 12. The most exciting aspect of the hobby for him is to breed fish and develop certain strains of fish and invertebrates.
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